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Ecomuseu de Barroso - Gabinete de Conservação e Restauro
27 Junho 2012
O Ecomuseu de Barroso, em Montalegre, dispõe de um Gabinete de Conservação e Restauro. Esta estrutura «é essencial para uma boa execução da missão do museu», frisa David Teixeira, diretor do organismo. Neste sentido, é disponibilizado à população um serviço com «um duplo sentido» que, para além de «permitir que a população do concelho e de lugares limítrofes possa usufruir de um serviço de restauro e conservação de peças valiosas», possibilita «a descoberta de pequenos tesouros e relicários que existem na nossa terra».
A criação de um gabinete de conservação e restauro no Ecomuseu de Barroso, em Montalegre, «foi um serviço essencial para uma boa execução da missão do museu», assegura David Teixeira, diretor da instituição. Na mesma linha, acrescenta que «um museu para ser reconhecido e devidamente instituído tem que assumir e disponibilizar um conjunto serviços que vão desde a investigação, à recolha de acervo, ao tratamento do mesmo, seguido da divulgação e interpretação desse património que é recolhido». Todavia, é «na fase de conservação e restauro das peças que hoje queremos incidir», certifica.
SERVIÇO À POPULAÇÃO
O Ecomuseu de Barroso disponibiliza «um serviço à população que tem um duplo sentido». Por um lado, «permite à população do concelho de Montalegre e de zonas limítrofes usufruir de um serviço de restauro e conservação de peças valiosas». É intuito que «este serviço seja usado para peças que, como diriam os nossos antigos, são dignas de estar no museu e não simplesmente recuperar coisas e peças antigas». Num segundo momento, o Ecomuseu tem o objetivo de «descobrir pequenos tesouros e relicários que existem no nosso concelho». Ciente de que há muito para descobrir, David Teixeira acredita que «há muito património escondido, desde peças em madeira, ferro, tecidos…». Ato contínuo, acrescenta que «somos uma zona de fronteira, que teve as invasões francesas, somos uma zona de romanização, de origem celta».
«RECONSTITUIÇÃO
DO SER BARROSÃO»
DO SER BARROSÃO»
Tendo em mente os materiais que existem ainda «em muitas das casas da nossa terra, pensamos que o “nosso” Ecomuseu tem a obrigação de trazer essas peças à luz do dia». É importante «valorizar as pessoas que tiveram a sensibilidade de valorizar património». O que é possível dar em troca é «um serviço de restauro, de conservação, para que as pessoas tenham também o seu património mais preservado». Nesse contexto estamos «a disponibilizar dados e material para permitir uma visita mais enriquecedora à nossa identidade, uma melhor reconstituição do ser barrosão». Por outro lado, «aqueles que nos visitam ficam a conhecer um pouco mais da essência do barrosão», uma vez que «muitas das vezes os visitantes acham que esta região é uma região de montanha, com tradições orais, património imaterial e etnográfico forte e não tão rico em património móvel».
"SALA DOS TESOUROS"
É no contexto de preservação e restauro que surge, por parte do Ecomuseu de Barroso, o apelo a que a população leve ao espaço as suas relíquias. O propósito é «criar a “Sala dos tesouros de Barroso”. A seguir esse pressuposto, «vamos ter orgulho em mostrar aquilo que é de cada um», afirma David Teixeira. Além da «divulgação e promoção da identidade», o restauro das «peças é gratuito, desde que seja para usufruto comum».
TÉCNICO DE CONSERVAÇÃO
E RESTAURO
E RESTAURO
É das mãos de Vincent Martins, filho de emigrantes naturais de Parafita, aldeia de Barroso, que renascem muitas obras de arte. Formado pela Escola Superior de Artes Decorativas da Fundação Ricardo Espírito Santo Silva, em Lisboa, este “filho da terra” regressou a Montalegre com o desejo «de fazer mais pelo património, por ter a sensação que é um local onde esta área ainda não está muito desenvolvida». Durante o seu percurso no Ecomuseu, já um número considerável de peças lhe passou pelas mãos.
FASCÍCULO I
No âmbito da temática da conservação e restauro, foi lançado o primeiro fascículo de Cadernos do Ecomuseu de Barroso. Este tem o propósito de «responder a uma necessidade sentida por todos os que se dedicam ao tema de conservação e restauro e às problemáticas que advêm desta área que tenta preservar o património». Com o recurso «à investigação, reflexão, textos de carater científico e tecnológico» o caderno pretende «proporcionar ao leitor, profissional ou não, a possibilidade de observar o trabalho que o Ecomuseu tem vindo a realizar com o seu espólio museológico». Este pode ser consultado em anexo.
Conteúdo atualizado em9 de janeiro de 2018às 15:44