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Emigrantes perpetuados
08 Agosto 2009
Câmara de Montalegre inaugurou um mural ao emigrante. Escultura, em bronze, pode a partir deste momento ser apreciada na "sala de visitas" dos barrosões: a Praça do Município. Cerimónia solene, testemunhada por muito público, contou com a presença do Governador Civil do distrito, Alexandre Chaves.
Depois do busto em homenagem a Cabrilho, erguido em 1989, os barrosões emigrantes têm agora um mural que faz o reconhecimento da «luta, coragem e aventura» que todos travaram por um futuro melhor. A ideia partiu do actual executivo municipal, liderado por Fernando Rodrigues, que aproveitou uma escultura feita por António Pacheco, já posta junto à Rotunda da Corujeira, para agora, definitivamente, consagrar uma franja do concelho tão importante como são os emigrantes.
«VÓS SOIS UM
BOM EXEMPLO!»
A cerimónia, com muito público a assistir, contou, em nome do Governo, com Alexandre Chaves, Governador Civil do distrito, que não escondeu o tremendo orgulho por marcar presença num acto que diz muito ao país: «para mim é com muita honra que aqui estou para testemunhar este acto. Um autêntico hino do país. Olhando para as vossas caras, observando a vossa postura, valeu a pena todos os sacrífícios que tiveram que passar. Conseguiram ser mais felizes e estou aqui para vos fazer o reconhecimento público. Através de vós, Portugal é mais reconhecido. Admiro-vos porque foram capazes de ser fortes e saberem fazer uma boa integração em países tão diferentes. Vós hoje sois um bom exemplo para toda a comunidade portuguesa».
PERPETUAR
A HISTÓRIA
Já antes, Fernando Rodrigues, presidente da Câmara Municipal de Montalegre, puxou dos mais altos valores da pátria para tecer rasgados elogios aos emigrantes do concelho: «estamos aqui hoje para fazer um reconhecimento a todos os emigrantes e também a todos os países que os acolheram. Temos barrosões por todo o Mundo. Com este mural quisemos perpetuar essa passagem da nossa história. Já tínhamos Cabrilho, uma alta figura nacional e internacional. Um grande navegador, um génio, uma grande figura histórica. No entanto, com este mural vamos reforçar o orgulho dos emigrantes e não só. Estar neste local, tão nobre da vila, é prova dessa importância porque é para ser visto, ser bem visualizado».
Sempre no mesmo tom, o autarca argumentou: «os emigrantes são barrosões como todos, com os mesmos direitos e deveres como qualquer que viva aqui. Têm cá a sua casa, as suas poupanças...o mural é dedicado a todos, sem excepção porque todos são iguais».
Refira-se que o mural, erguido a poucos metros da Câmara de Montalegre, é uma placa em bronze onde estão representados os trabalhos tradicionais, a vida difícil, uma grande imagem do "abraço de despedida" e a longa caminhada, a aventura por um Mundo melhor. Nas costas, está gravada uma quadra de um poeta popular do Barroso alusivo ao tema que fala da familia, dos amigos e da terra.
A obra é da responsabilidade do escultor António Pacheco e do arquitecto Jaime Eusébio.
A obra é da responsabilidade do escultor António Pacheco e do arquitecto Jaime Eusébio.
Conteúdo atualizado em9 de janeiro de 2018às 15:44