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'Há um coração verde que nos liga!'
17 Março 2017
Face ao flagelo dos incêndios, a Câmara Municipal de Montalegre, em parceria com o Instituto Politécnico do Cávado e do Ave (IPCA), fez uma proposta à Autoridade Nacional de Proteção Civil, no sentido de serem usadas as novas tecnologias com o fim de reforçar a vigilância e dar maior capacidade de decisão no combate ao fogo. A ideia passa por mudar o paradigma da organização florestal. Uma das ações dessa nova forma de encarar a praga dos incêndios, foi explicada no pavilhão multiusos. Uma sessão que visou sensibilizar os baldios do concelho, enquanto proprietários, para uma nova estratégia de gestão florestal e combate aos fogos, em que a sustentabilidade ambiental seja definitivamente assumida. Para o efeito, está a ser lançada em Montalegre uma iniciativa absolutamente inovadora em Portugal que conjuga a alta tecnologia "drone" com a ação dos bombeiros e o recurso a uma viatura de comando centralizado.
Num primeira fase, o projeto pretende reunir as zonas de baldio e começar por lhes aportar rentabilidade e orientação. Pretende implementar um bom projeto de gestão agroflorestal e de conservação da natureza. Nesse sentido, este encontro iniciou com uma sensibilização através do projeto Loving the Plantet. A plateia assistiu a uma produção realizada no concelho e ouviu a apreciação do seu mentor, Eduardo Rego, que se deixou levar pelo coração e pelo enorme apreço pelo património da região no sentido de tocar os presentes.
UNIÃO
Os representantes das entidades gestoras de baldios foram informados quanto à importância de criação de uma ZIF (Zona de Intervenção Florestal) Gerês/Barroso, ou seja, uma área territorial contínua e delimitada, constituída maioritariamente por espaços florestais, submetida a um “Plano de Gestão Florestal” e administrada por uma única entidade. As ZIF - para além de permitirem que todas as orientações definidas, orientem os instrumentos de planeamento do território (nacionais, regionais e municipais) postos em prática - possibilitam que os seus associados possam beneficiar do acesso a fundos comunitários, bem como à realização de projetos, entre outras ações que promovem a rentabilidade dos recursos e produtos florestais. Evitar o desastre dos incêndios é a grande mais-valia de estar integrado numa zona de intervenção. Posteriormente, um projeto inédito no concelho, vai conjugar a alta tecnologia "drone" com a ação dos bombeiros e o recurso a uma viatura de comando centralizado orientado para a vigilância e prevenção de fogos florestais. Haverá um gabinete de apoio técnico para o efeito que vai prestar toda a informação necessária.
SERVIÇOS
- Produção de biomassa florestal
- Produção de material lenhoso
- Valorização de resíduos florestais
- Integração pecuária, mel, resina, etc.
- Prevenção e combate de incêndios na área florestal
- Integração pecuária, mel, resina, etc.
- Prevenção e combate de incêndios na área florestal
TEM A PALAVRA
Eduardo Rego | Loving the Planet
«Estou francamente encantado. As pessoas estão abertas a uma ideia que achamos muito bonita mas que precisa do carinho das pessoas. A resposta superou as expetativas. O mais importante é o trabalho que será desenvolvido a partir de agora. Os incêndios são uma autêntica calamidade. Não faz sentido continuarmos a destruir um território tão rico. Esta zona é uma autêntica "joia nacional". Este é um novo paradigma, completamente estruturado, com muito estudo e reflexão. Acredito que será acolhido pelas pessoas da melhor forma».
Ricardo Pinheiro | Gestor da sociedade de gestão florestal Eco Holding
«Fiquei muito contente com o espirito comunitário de Montalegre. Temos uma verdadeira comunidade para criar um projeto de desenvolvimento sustentável inovador, com tecnologia de ponta numa logica de gestão integrada em todo o território. Seguem todos os procedimentos administrativos, técnicos e jurídicos para a constituição da ZIF e a implementação de um bom projeto de gestão agroflorestal e de conservação da natureza».
Lúcia Jorge | Técnica florestal
«Há mais de 20 anos que não temos gestão florestal em Portugal. Precisamos de uma nova reforma florestal. Temos, em definitivo, de abandonar o caminho que andamos a fazer. Esta aposta que hoje apresentamos, serve para nos reorganizar. Ver os baldios de uma outra forma. Há outros recursos que temos que conhecer e quantificar para, numa fase posterior, os poder vender. Temos necessidade de trabalhar em conjunto e temos essa necessidade porque somos cada vez menos para superarmos as necessidades do interior. O território do Parque Nacional da Peneda Gerês (PNPG) pode até ser um exemplo para o restante território. A própria Comunidade Europeia colocou a exigência de que em 2020, 80% da floresta portuguesa tem que estar certificada. Temos que estar agrupados para responder às imposições».
"HÁ UM CORAÇÃO VERDE QUE NOS LIGA!"
Conteúdo atualizado em9 de janeiro de 2018às 15:44