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Inaugurada beneficiação da estrada 'Salto-Cabeceiras'
23 Setembro 2013
Os presidentes das Câmaras Municipais de Montalegre, Fernando Rodrigues, e de Cabeceiras de Basto, Joaquim Barreto, inauguraram os trabalhos de beneficiação da ER 311, estrada de ligação entre Lodeiro d’Arque, Salto (Montalegre) e Refojos (Cabeceiras de Basto). Uma obra que ultrapassa um milhão de euros, verba assumida, por inteiro, pelos dois municípios.
Intervencionada, pela primeira vez, em 1997, o troço rodoviário que liga as localidades de Lodeiro d’Arque, Salto (Montalegre) a Refojos (Cabeceiras de Basto) está a ser alvo de uma nova intervenção avaliada em mais de um milhão de euros, investimento assumido pelos dois municípios. A cerimónia de inauguração contou com a presença dos autarcas que lembraram a importância deste investimento para o reforço das ligações dos dois territórios. Fernando Rodrigues, presidente da Câmara Municipal de Montalegre, afirmou que este eixo viário permite aproximar o concelho de Montalegre dos grandes centros urbanos, já que através da ER 311 é possível aceder à auto estrada A7, cujo nó de ligação se localiza na freguesia do Arco de Baúlhe, no concelho de Cabeceiras de Basto, que considerou muito importante para o desenvolvimento de Montalegre.
«ESTA ESTRADA FOI
ABANDONADA PELO GOVERNO»
A sessão contou com as presenças, entre outros, dos presidentes das Juntas de Freguesia de Salto, Alberto Fernandes, Riodouro, Serafim Pereira, e de Refojos, Francisco Alves. A jornada arrancou no concelho barrosão onde foi descerrada uma placa alusiva à efeméride seguindo depois a comitiva para o largo do Cruzeiro, na freguesia de Riodouro, para proceder, também, ao descerramento de igual placa em terras de Cabeceiras.
No uso da palavra, o presidente da Câmara Municipal de Montalegre começou por lançar farpas ao poder central: «estou aqui com muita satisfação, mas devo dizer que este palco não deveria ser para nós. Não devia ser para nós porque esta estrada é uma estrada regional, uma estrada que foi abandonada pelo governo e que devia ser executada pelo governo. É uma estrada regional que vai para além das freguesias, vai para além do município a sua manutenção, a sua execução, a sua construção. Esta responsabilidade devia caber aos poderes regionais e ao governo da república». Fernando Rodrigues continuou com o coro de críticas: «foi um governo de direita que abandonou a estrada, há mais de uma década. Teve que ser a autarquia a tomar conta dela. Aconteceu isso à Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto e aconteceu isso, também, à Câmara de Montalegre, com o eixo viário que une todas as aldeias do rio».
«GOVERNO NÃO PERMITIU
FINANCIAMENTO COMUNITÁRIO»
O líder do executivo barrosão lembrou que o investimento aplicado neste troço significa uma grande responsabilidade: «estamos aqui com uma responsabilidade acrescida, por termos substituído o governo nas suas responsabilidades e funções. Mais ainda, estamos a substituir este governo que não permitiu que a estrada tivesse financiamento comunitário. Não é fácil para uma autarquia assumir uma obra destas. Claro que as pessoas reclama e protestam, porque a estrada esteve degradada, porque fazia falta e era muito necessária. Todavia, é um investimento muito grande, num país que está na bancarrota. Com as dificuldades que têm os municípios, com as restrições financeiras, é cada vez mais difícil investir».
Ainda sobre esta matéria, Fernando Rodrigues contextualizou a saúde financeira do município desta forma: «a Câmara Municipal de Montalegre tem alguma capacidade financeira, fruto da comparticipação das rendas da EDP que aumentaram significativamente nos últimos tempos e dos benefícios que temos de uma empresa conjunta no Alto Tâmega (EHATB), e das eólicas que temos instaladas no nosso território. Tudo isso nos permite estar um pouco acima, em termos financeiros, relativamente a muitos municípios». Contudo, reforçou «a maior parte dos municípios está nesta situação porque viu as suas receitas diminuírem, porque foram obrigados a assumir outras responsabilidades perante as populações que os governos abandonaram. Por isso estamos aqui com uma responsabilidade redobrada, mas com muita satisfação. Os outros não cumpriram, os governos não cumpriram, mas as Câmaras de Cabeceiras de Basto e de Montalegre cumpriram a sua obrigação e realizaram esta obra».
«MONTALEGRE MAIS PERTO
DA REDE DE AUTOESTRADAS»
Fernando Rodrigues salientou que a «Câmara de Montalegre cumpriu a sua obrigação» porque «a Câmara de Cabeceiras ao assumir esta responsabilidade da estrada, a nossa autarquia não podia ficar alheia a esta responsabilidade». Um troço vital no fomento das trocas comerciais, sublinhou o edil: «esta estrada não é só das freguesias e município de Cabeceiras. Esta é uma estrada regional que interessa também, e muito, ao município de Montalegre. Há gente de Montalegre que trabalha aqui sendo um circuito, permanente, de pessoas de Cabeceiras para Montalegre e vice versa. Tudo isto movimenta a economia». A rematar, Fernando Rodrigues vincou: «esta estrada é um importante eixo viário que poe Montalegre mais perto da rede de autoestradas. Uma terra como a nossa, nos confins do Mundo, que fica isolada, precisava de uma acessibilidade. Esta é essencial para nós. Um município que aposta nos recursos naturais, que aposta no ambiente, no turismo, na cultura, nos produtos locais, tem que ter clientes de fora e ser um atrativo permanente».
Ao toque do bombos e dos tocadores de concertinas, a jornada terminou com um almoço convívio oferecido a todos os presentes pelas Câmaras de Montalegre e de Cabeceiras de Basto.
OPINIÕES
Joaquim Barreto - «Traço de união físico»
(Presidente - Câmara de Cabeceiras de Basto)
«É com grande alegria que aqui estamos. A estrada que liga Cabeceiras de Basto a Montalegre é uma estrada que dá mais coesão à relação de amizade e de boa vizinhança que existe entre as populações dos concelhos. Esta estrada é o nosso traço de união físico, para materializar a nossa relação humana de boa convivência. Assim é possível fazer uma associação entre a hospitalidade dos transmontanos e a alegria dos minhotos».
Orlando Alves - «Estrada da amizade»
(Vice presidente - Câmara de Montalegre)
«A importância desta estrada, deste troço da 311, é vital para os dois concelhos e, sobretudo, para a freguesia de Salto. É uma estrada que une dois territórios: o Minho e Barroso. O Minho tem uma predileção especial por Barroso e isso vê-se na Feira do Fumeiro, na Sexta13, na imensa procura que há por parte dos minhotos na utilização da barragem do Alto Rabagão para a pesca desportiva. São também disso exemplo os vários restaurantes de Salto, que nos fins de semana estão, praticamente, cheios de pessoal que chega do Minho e não só. Não podemos esquecer o vasto território que vai até Felgueiras, Vizela, Guimarães... zonas que têm predileção especial por Barroso. Esta estrada funcionou sempre como um bloqueio à aproximação dos povos. Fizemos, várias vezes, sentir aos colegas autarcas de Cabeceiras que estávamos a ser pouco considerados e que fazia todo o sentido investir e dar um pouco mais de atenção a esta ligação. Conseguimos um acordo com a autarquia vizinha, no sentido de se realizar a intervenção. Depois de inaugurada, eu chamo a este troço a "estrada da amizade". Uma estrada que liga dois territórios e que tem a intervenção de dois municípios, resulta da grande consciência que os autarcas têm na importância que as boas comunicações têm na vida sócio económica dos povos. Traduz uma abertura de espírito e um sentido de solidariedade muito forte entre os dois municípios. Acho que ninguém no país faria aquilo que a Câmara de Montalegre faz: estar a intervir nos territórios confinantes connosco. É, assim, uma forma de nós apoiarmos a atividade económica do concelho. Neste momento, a estrada está com um bom piso, está com as margens sinalizadas, coisa que nunca teve, e que vai fazer com que as pessoas se sintam bem e não desistam de vir até nós».
Alberto Fernandes - «Via estruturante»
(Presidente - Junta de Freguesia de Salto)
«Significa muito para a vila de Salto e para a freguesia. É uma ligação que nós temos importante com o concelho de Cabeceiras de Basto e uma via estruturante para todos. É por aqui que chegam as pessoas que desenvolvem Salto e o comércio local. Estamos muito satisfeitos, passámos aqui um tempo um pouco fraco. Mas, graças a Deus, chegou o dia da inauguração e do melhoramento. A população de Salto está contente e todos estamos satisfeitos».
Ana Isabel Dias - «Estrada fundamental»
(Deputada Municipal Montalegre)
«Em primeiro lugar, acho que é uma colaboração entre os dois territórios que respeita quer o trabalho dos dois presidentes cessantes, o professor Fernando e o engenheiro Barreto, que sempre mantiveram uma boa relação. Esta estrada é também, simbolicamente, isso e representa a ligação entre os dois concelhos. A nível prático e de desenvolvimento, de facto é uma infraestrutura que fazia muita falta, porque para nós, montalegrenses, esta estrada é fundamental para nos ligar à autoestrada. Também a zona sul do concelho tem grande ligação comercial e social com o concelho de Cabeceiras. Esta estrada estava uma vergonha e, efetivamente, o melhoramento deste troço vem trazer uma melhoria de qualidade de vida extraordinária às duas populações».
China Pereira - «Estão de parabéns»
(Presidente - Assembleia Municipal Cabeceiras de Basto)
«Estes dois presidentes, o engenheiro Barreto e o professor Fernando, estão de parabéns, porque a requalificação de uma estrada é sempre um motivo para a aproximação dos povos. Nós temos excelentes relações com o concelho de Montalegre, nomeadamente a freguesia de Salto. Por outro lado, Cabeceiras de Basto também fica mais próximo de Montalegre, sendo que uma estrada é sempre sinónimo de desenvolvimento e de progresso para as terras. Esta geminação entre estes dois territórios, entre aspas, já é antiga. Nós sempre tivemos relações de proximidade, de maneira que esta estrada vem facilitar esta boa relação de vizinhança».
Serafim Pereira - «Dia feliz»
(Presidente - Junta de Freguesia de Riodouro)
«Hoje é, naturalmente, um dia feliz para a nossa freguesia, com a inauguração da estrada 311, o eixo rodoviário mais importante da freguesia, que atravessa de norte a sul todo o território da nossa terra e corre todo o vale de Riodouro. É uma necessidade há muito sentida pelos utilizadores desta estrada, um compromisso da Câmara Municipal para este mandato, que agora vimos com grande satisfação concretizado. Por isso, as minhas palavras são, principalmente, para agradecer à Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto e à Câmara Municipal de Montalegre. Este dia fica marcado pela inauguração da obra de maior investimento realizado na freguesia. É uma estrada beneficiada que, em curta distância, aproxima as pessoas».
Isabel Coutinho - «Via estruturante»
(Presidente - Departamento Nacional das Mulheres Socialistas)
«Esta é uma obra esperada há muito tempo pelas populações dos dois concelhos. Isto representa a união e a ajuda entre estas duas populações. Toda a gente sabe que Montalegre e Cabeceiras de Basto têm uma ligação há muitos anos, quer a nível comercial, quer de amizade. Portanto, esta via estruturante era importante para conseguirmos levar a cabo esta aproximação. Sabíamos que a estrada não estava em muito bom estado e isso dificultava e inibia as pessoas da circulação. Temos assim caminho aberto para continuar esta união destes concelhos do interior. Por um lado é importante criarmos estas estruturas que nos permitem maior desenvolvimento e, por outro lado, temos que trabalhar em termos supra municipais, para conseguir nesta crise arranjar soluções para os nossos problemas, que, infelizmente, são muitos».
Conteúdo atualizado em9 de janeiro de 2018às 15:44