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José Justo sai da Cooperativa Agrícola
12 Fevereiro 2010
O carismático líder da Cooperativa Agrícola de Montalegre decidiu bater com a porta. Chega assim ao fim um "casamento" com mais de 30 anos. Um trajecto marcado por vitórias e polémicas. José Justo justificou o abandono porque «está na hora de dar o lugar a outros».
Chegou ao fim a relação do Eng.º José Justo com a Cooperativa Agricola de Montalegre. Foi o próprio que o anunciou publicamente num colóquio promovido pela instituição. Uma decisão para muitos esperada atendendo aos últimos episódios vividos que desgastaram a figura do principal responsável por esta corporação ao longo das últimas três décadas.
«NUNCA ESTIVE
AGARRADO AO LUGAR»
José Justo começou por justificar a tomada de posição com estas palavras: «entendi que está na hora de dar o meu lugar a outros. Não estou agarrado ao lugar. Nunca estive. Aliás, nunca tive lugares que não fossem de eleição. A cooperativa tem eleições de três em três anos. Até 31 de Março vai ter nova eleição e aí se saberá quem me vai substituir...».
«FIZ O MELHOR QUE PUDE!»
Assim sendo, a partir de Abril nasce uma nova era de uma casa com mais de 70 anos de vida. Para José Justo vão ser os sócios da Cooperativa Agrícola que vão decidir o futuro: «não sei quem será o meu sucessor. Quem vai dizer e quem me vai substituir à frente da cooperativa serão os donos desta organização, que são os associados». Sem se deter, prosseguiu: «de certeza absoluta que ficará aqui gente com capacidade para levar esta cooperativa para a frente. Tem sido um motor de desenvolvimento da região, principalmente na defesa do interesse dos pequenos agricultores, fazendo de tudo para que o dinheiro fique no nosso concelho e não vá para outros. Da minha parte, fiz o melhor que pude. Dei o meu contributo...agora está na hora de dar o lugar a outros!».
TRUNFOS E POLÉMICAS
O nome de José Justo estará para sempre ligado ao que melhor e menos bom produziu a Cooperativa Agrícola de Montalegre. O também comendador fica ligado a vários projectos, dos mais recentes, o Matadouro Regional do Alto Tâmega e Barroso, iniciativas como a Feira da Vitela e a certificação de produtos típicos (a carne barrosã de Bovino Cruzado dos Lameiros de Barroso, cabrito e fumeiro de Barroso). Mas na memória ficam também assuntos polémicos, dos mais actuais, a saída em bloco dos trabalhadores da OPP (Organização de Produtores Pecuários) por vários meses de salários em atraso.
Refira-se que no passado dia 28 de Janeiro, o tribunal do trabalho de Vila Real mandou arrestar 53 mil euros das acções do Matadouro Regional do Barroso, no âmbito do processo que os antigos funcionários da OPP moveram em tribunal contra José Justo.
Conteúdo atualizado em9 de janeiro de 2018às 15:44