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Livro sobre emigração apresentado na Borralha
09 Maio 2016
O auditório do Centro Interpretativo das Minas da Borralha encheu para a apresentação do novo livro do professor e historiador Daniel Bastos, lugar onde lecionou durante vários anos. A obra foi concebida a partir do espólio de Gérald Bloncourt, o fotógrafo que imortalizou a história da emigração portuguesa para França na década de 60. São histórias de vida onde os barrosões se reveem.
"Gérald Bloncourt - O olhar de compromisso com os filhos dos Grandes Descobridores" é um livro de Daniel Bastos sobre a emigração, tema que também faz parte das vivências dos barrosões. Além das fotografias históricas que Gérald Bloncourt captou sobre a vida dos emigrantes portugueses nos “bidonvilles” dos arredores de Paris, a obra reúne igualmente memórias, testemunhos e imagens originais que o fotógrafo francês de origem haitiana realizou durante a sua primeira viagem a Portugal na década de 1960, onde retratou o quotidiano das cidades de Lisboa, Porto e Chaves, assim como as da viagem a “salto” que fez com emigrantes portugueses além Pirenéus, e as das comemorações do 1.º de Maio de 1974 em Lisboa. Orlando Alves, presidente da Câmara Municipal de Montalegre, considera que é «uma temática que está no nosso quotidiano e que faz parte da história das famílias barrosãs».
PREFÁCIO
Eduardo Lourenço, ensaísta recentemente galardoado com o Prémio Vasco Graça Moura-Cidadania Cultural, assina o prefácio do livro. Segundo o presidente do município «a qualidade da obra começa logo no prefácio, escrito pela maior sumidade no que diz respeito ao conhecimento sobre a história e o percurso do país». Associando isso «à qualidade e realismo das fotografias, só poderia resultar num livro muito interessante», rematou Orlando Alves. Da mesma opinião partilha, David Teixeira, vice-presidente da Câmara Municipal, que realçou a importância de «não perder a memória» lembrando os jovens do concelho.
«DUPLO SIMBOLISMO»
Por sua vez, Daniel Bastos refere que esta apresentação teve «um duplo simbolismo: em primeiro lugar regressar a esta terra onde iniciei a minha carreira de professor e rever amigos que hoje quiseram estar presentes». Por outro lado, o autor explicou que «sendo um livro sobre emigração fez todo o sentido apresentá-lo numa terra onde esse fenómeno está tão presente».
Uma publicação de edição bilingue em português e francês, traduzida pelo docente Paulo Teixeira, que considerou «um privilégio».
A apresentação da obra esteve a cargo do antropólogo João Azenha, responsável pela Casa do Capitão, pólo do Ecomuseu de Barroso em Salto, que se mostrou satisfeito com «a casa cheia» numa «zona de emigração que merecia ser estudada, um desafio para os mais jovens».
Conteúdo atualizado em9 de janeiro de 2018às 15:44