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Montalegre em Moçambique
29 Maio 2012
Fernando Rodrigues, presidente da Câmara Municipal de Montalegre, esteve em Moçambique. Durante a estadia, apesar do cariz privado da deslocação, travou conversas com dirigentes da FRELIMO, acrónimo da Frente de Libertação de Moçambique. O momento foi oportuno para «estabelecer ligações institucionais com as autoridades do país». Deste encontro destacou-se um desafio de geminação, «no qual o município se comprometeu a apoiar na construção de uma escola», assegura o edil barrosão.
O concelho de Montalegre foi lembrado em Moçambique. Fernando Rodrigues, presidente da Câmara Municipal, esteve no continente africano e ficou a conhecer melhor «uma terra e gente com grande dinamismo económico», afirma o autarca. No local onde «se respira futuro», para além da riqueza da terra, Fernando Rodrigues ficou «impressionado com a franqueza, simpatia e simplicidade genuína dos moçambicanos». Nesse sentido, partilha que «somos um povo irmão e isso sente-se na relação afável, sincera, permanente e fraterna que se estabeleceu».
NEGOCIAÇÕES
Apesar da viagem ser de caráter privado, Fernando Rodrigues entrou em contacto com dirigentes da FRELIMO (Frente de Libertação de Moçambique). A conversa girou em torno do «pulsar político dos dois países» e houve espaço para «estabelecer contatos institucionais com as autoridades do país africano». Além do diálogo com Dionísio Chereua, ex-presidente de câmara e atual secretário geral da Associação de Municípios de Moçambique, já recebido em Montalegre aquando da sua participação no congresso da ANMP (Associação Nacional de Municípios Portugueses), o presidente da Câmara Municipal de Montalegre visitou Nacala a Velha, região de Nampula, onde estão em curso grandes investimentos públicos. Nessa localidade foi recebido pelo administrador do distrito, Daniel Chapo, que o colocou a par do Plano de Desenvolvimento Económico Acelerado. Este foi decidido pelo governo para a região e «manifesta grande abertura e interesse na presença de investidores portugueses», ressalva.
GEMINAÇÃO
Do encontro entre os dirigentes resultou o desafio de geminação com Montalegre. Este repto «foi aceite» e Fernando Rodrigues assumiu «a disponibilidade do município de apoiar a construção de uma escola». Durante a estadia foi surpreendido pelo vice ministro da educação, Arlindo Chilundo, que lhe mostrou a cidade e alguns dos projetos em curso e de futuro em Maputo. Apesar de não oficial, a deslocação não podia ter aberto mais portas. Fernando Rodrigues teve a oportunidade de visualizar um prédio que «ainda conserva as letras “MONTALEGRETE” na fachada». Esta estrutura foi propriedade de Albino Fidalgo, benemérito do Barroso, que «fez fortuna em Moçambique e que encarregou o estado português de promover habitação para os pobres em Montalegre», recorda o autarca. Uma vez que «o estado não se interessou e deixou perder quase tudo, foi a câmara, no tempo de Joaquim Pires, que foi resgatar o legado, havendo nesta altura um prédio construído e outro em construção em Montalegre», acrescenta. O presidente da autarquia pretende «esclarecer a situação do imóvel que identificou em Maputo e de outros». Contudo, esta é uma «situação muito difícil devido ao património ter sido nacionalizado e depois alienado, pelo estado, aos residentes».
PRESENÇA NA SEXTA 13
Fruto da abertura e interesse de cooperação, algumas individualidades moçambicanas mostraram vontade de visitar Montalegre na Sexta 13 de Julho, dado que manifestaram grande curiosidade pelo evento. Não fosse coincidir com uma cerimónia oficial em Nacala A Velha, seria certa a presença de uma numerosa comitiva em Barroso.
Conteúdo atualizado em9 de janeiro de 2018às 15:44