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MONTALEGRE - V 'Conversas com História'
Decorreu, no pavilhão Multiusos de Montalegre, a quinta sessão do projeto do Ecomuseu de Barroso "Conversas com História". Trata-se de uma aposta que tem mostrado qualidade e que tem sido testemunhada por um público cada vez em maior número. Nesta sessão falou-se da educação na região do Barroso ao longo das últimas décadas. O serão cultural aconteceu, pela primeira vez, fora do espaço do “museu vivo”. A iniciativa decorreu no pavilhão multiusos, inserida no programa da XIV Feira do Livro.
«TEMA EXTRAORDINÁRIO»
Como vem a ser hábito no início de cada mês, voltou ao terreno «mais um sessão cultural, desta vez, no espaço da Feira do Livro», referiu Fernando Rodrigues, presidente da Câmara Municipal de Montalegre, a propósito das “Conversas com História”. Para o edil, foi tratado «um tema extraordinário e que toca a toda a gente de Montalegre». Durante mais de um par de horas «falou-se da educação, vieram aqui histórias da escola primária, dos tempos mais antigos e fez-se aqui uma resenha praticamente até aos tempos de hoje». Ato contínuo, reforçou que «ficou patente a importância que tiveram as três instituições de ensino secundário aqui em Montalegre, que se substituíram ao Estado e que são responsáveis por muitos da minha geração terem conseguido fazer um curso».
«EXISTEM NA MEMÓRIA»
Para Fernando Rodrigues, «o colégio de Montalegre, a Escola Profissional das Minas da Borralha e a Misarela» são exemplos que devem ser lembrados. A prova disso é que «estamos aqui a falar do mérito que tiveram, de tudo que fizeram pelas nossas vidas e o contributo que deram para enriquecer a nossa terra». Isto porque «estas três instituições qualificaram as pessoas, mas ao qualificarem as pessoas qualificaram a terra». Esta quinta edição do projeto do Ecomuseu de Barroso foi «uma noite de reconhecimento, de tributo e também uma análise da evolução que teve a educação». Tendo em conta a realidade, o autarca lembrou que «chegamos facilmente à conclusão de que os jovens têm hoje melhor educação, podem dizer o que disserem, pode haver defeitos, pode haver problemas, têm melhor educação do que tinham antigamente, há melhores condições do que havia antigamente, há melhores professores do que havia antes e um melhor sistema do que havia, apesar de todos os defeitos». Nos dias que correm, «todos têm acesso a uma educação igual, há escola pública igual para todos».
«FELIZ COINCIDÊNCIA»
Os serões de “Conversas com História” «são já uma tradição e, neste mês de Junho, tivemos a feliz coincidência da quinta sessão coincidir com um evento cultural que já tem grande tradição na senda da cultura do Município de Montalegre», certificou David Teixeira, diretor do Ecomuseu de Barroso. Tendo como essência «a preservação da memória e dos saberes antigos, quisemos mostrar e recordar a presença do hino, da palmatória, da ardósia na escola, objetos que foram sendo perdidos e trocados pelas novas tecnologias». Durante a sessão, «foi promovida a partilha de experiências das pessoas que estiveram e aprenderam muitos dos seus saberes no antigo Colégio de Montalegre, nas escolas profissionais, que eram fruto, também, de investimento privado no nosso concelho e que eram, e ainda hoje são, bons exemplos do investimento na cultura».
«TRABALHO DE PARCERIA»
Gorete Afonso, responsável pela biblioteca Municipal de Montalegre, mostrou-se satisfeita no final da sessão e afirmou que «não poderia ter sido mais feliz este trabalho de parceria entre Ecomuseu de Barroso e Biblioteca Municipal, aquando da preparação deste “Conversas com História”, que a denotar pela interação dos participantes e pelo número de pessoas que estiveram cá, honraram a educação em Barroso». Nessa linha, sublinhou que «nada mais atual e mais oportuno, neste programa de semana cultural, termos o “Conversas com História” no âmbito da programação da Feira do Livro».