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Municípios do Alto Tâmega recebem 50 milhões
21 Janeiro 2014
Após várias reuniões entre a Iberdrola e os municípios do Alto Tâmega, estes aceitaram as contrapartidas da empresa espanhola pela execução do Aproveitamento Hidroelétrico do Alto Tâmega. Deste modo, o "bolo" prevê um investimento de 50 milhões de euros que serão aplicados em projetos a desenvolver em cada um dos municípios do Alto Tâmega.
Os seis municípios da região do Alto Tâmega (Montalegre, Boticas, Chaves, Ribeira de Pena, Valpaços e Vila Pouca de Aguiar) aceitaram as contrapartidas da Iberdrola pela execução do Aproveitamento Hidroelétrico do Alto Tâmega, fazendo parte do plano nacional de barragens. Com efeito, a empresa espanhola ganhou a referida concessão, onde se previam a construção de quatro barragens (Gouvães, Tâmega, Daivões e Padrozelos). Porém, com a Declaração de Impacto Ambiental (DIA) foi inviabilizada a barragem de Padrozelos. Ainda sobre este ponto, referir que decorrente da DIA, previa-se para os municípios do Alto Tâmega uma compensação socioeconómica pela edificação das barragens e, em Setembro de 2011, os municípios apresentaram um Plano de Ação, a ser discutido com a Iberdrola, mas que nunca teve uma aprovação formal, pelo que os municípios não puderam ainda beneficiar dessas compensações.
50 MILHÕES PARA
APLICAR ATÉ 2020
Porém, na sequência das últimas eleições autárquicas, das quais resultaram novos executivos à frente das autarquias do Alto Tâmega, os municípios insistiram em fazer um ponto de situação com o governo sobre o Aproveitamento Hidroelétrico do Alto Tâmega, de que veio a resultar uma reunião com o ministro do Ambiente, no passado 20 de Dezembro, na qual marcou presença, em representação do concelho de Montalegre, o presidente Orlando Alves. Nessa reunião, o ministro mostrou abertura e empenho para que o Plano de Ação, ao nível das compensações decorrentes da DIA, fosse formalmente aprovado. Agendadas as reuniões com a Iberdrola, algumas das quais com a presença do ministro do Ambiente, os municípios do Alto Tâmega chegaram ao citado acordo.
O "Plano de Ação" aprovado, recalcado e apresentado em 2011, prevê um investimento de 50 milhões de euros de contrapartidas que serão aplicados em projetos a desenvolver em cada um dos seis municípios do Alto Tâmega e no concelho de Cabeceiras de Basto, que também é afetado pela construção das barragens. Neste valor, não se incluem as verbas que a Iberdrola terá que dispensar pelos danos causados pela construção das barragens, tais como a expropriação de terrenos, realojamento de pessoas e construções de vias, entre outros prejuízos que possam ser causados pela edificação das barragens. Em nota de rodapé, dizer que estas verbas do "Plano de Ação" não serão diretamente disponibilizadas a cada município, mas aplicadas nos projetos apresentados no âmbito do Quadro Comunitário de Apoio, que entrou em vigor no início deste ano e que se prolongará até 2020, ou então nas obras a executar ou já em execução aprovadas no anterior Quadro Comunitário, cobrindo a parte não financiada.
Conteúdo atualizado em9 de janeiro de 2018às 15:44