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Mural 'Ciclo da Batata' inaugurado
09 Agosto 2010
A Câmara de Montalegre inaugurou, na Rotunda da Corujeira, um mural dedicado ao ciclo da batata. Uma escultura em bronze, avaliada em 25 mil euros, que descreve todo o processo que a batata sofre «desde a preparação da terra até ao transporte de Montalegre pelos camiões antigos» nas décadas de 50 e 60.
Integrado no programa das Festas Concelhias, foi inaugurada na Rotunda da Corujeira, em Montalegre, um mural alusivo ao ciclo da batata. Trata-se de uma escultura em bronze que foi aplicada no muro em granito existente onde esteve o mural que foi transferido, em Agosto último, para a Praça do Município em homenagem ao emigrante.
PERIODO DE PROSPERIDADE
Num breve discurso informal, o presidente da Câmara Municipal de Montalegre começou por explicar as características da escultura: «fica aqui representado o ciclo da batata. O amanho da terra, com a junta de bois e o estrecar da terra, a plantação das batatas, a fase do arranque, a silagem da batata, os armazéns tradicionais. Isto era uma riqueza. Foi um período de grande prosperidade, com dificuldades, é certo, mas com muita gente».
BATATA "MOTOR"
DE DESENVOLVIMENTO
Sem se deter, o autarca lembrou as dificuldades do passado e a importância vital da batata que serviu de alavanca à expansão do concelho: «naquele tempo, todos os anos ardia uma aldeia no Inverno porque as casas eram pobrezinhas. O único aquecimento vinha da lareira onde as casas eram todas de colmo. Não havia telha. Foi com o dinheiro da batata que se começou a investir na renovação das casas. A troca do telhado de colmo pela telha deve-se à batata. Foi também com o dinheiro da batata que muitos agricultores conseguiram estudar os filhos. A batata fez algumas fortunas. Na altura era muito dinheiro ter algumas dezenas de contos. Isto tudo deu fama a Montalegre. A nossa batata foi sempre de muita qualidade. Nós continuamos a ser conhecidos por batateiros e queremos preservar essa imagem».
«OBRA DE ARTE
DE ALTO VALOR»
Rodeado de algumas figuras do concelho, Fernando Rodrigues não poupou elogios ao alto valor cultural do mural: «isto que aqui temos é uma obra de arte de grande valor que valoriza este espaço e a vila. É também uma obra de arte que reproduz a nossa tradição, a nossa cultura, a nossa actividade económica». Uma aposta que nas palavras do edil «eleva a nossa auto-estima, enche-nos de orgulho, vaidade porque está aqui, de certa maneira, reproduzida a vida dos nossos agricultores, dos nossos pais e avós».
Reportagem no PORTO CANAL
Conteúdo atualizado em9 de janeiro de 2018às 15:44