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'Reinterpretar a Tradição' com Chefe Diniz
26 Janeiro 2013
O programa da XXII Feira do Fumeiro e Presunto de Barroso contemplou uma iniciativa inédita. Falamos do evento "Reinterpretar a Tradição", que contou com a presença do Chefe Nuno Diniz (Top Chefe 2012). Aberto a profissionais da restauração local e à comunidade, um grupo considerável de pessoas aproveitou a ocasião para assistir à confeção de iguarias com produtos locais. Deste encontro resultou a criação de um prato típico, as rabanadas de pão centeio.
A relação de Montalegre com o Chefe Nuno Diniz «já é de alguma data», referiu David Teixeira, diretor do Ecomuseu de Barroso. Trata-se de «um visitante assíduo do concelho» que «conhece, como ninguém, a qualidade da gastronomia local». Em retrospetiva, lembrou que Nuno Diniz «deu-se ao trabalho de vir ao terreno, conhecer os territórios, os hábitos e os costumes» para «melhor poder trabalhar estes produtos».
«NAMORO ANTIGO»
O desafio de estar presente na XXII Feira do Fumeiro «foi um namoro antigo», esclareceu David Teixeira. Ato contínuo, reforçou que «já há mais de um ano que vinham a ser estabelecidas conversas» e, em parceria com o município de Montalegre, «desafiamos o Nuno Diniz a criar uma sobremesa e, com os produtos locais, desenvolver algumas entradas e alguns produtos que, sendo da região, tivessem uma roupagem diferente».
«RABANADAS DE PÃO CENTEIO»
David Teixeira acredita que «foi um momento muito bem conseguido» e uma «surpresa para as pessoas que se deslocaram para esta sessão». Salientou «as entradas que foram confecionadas, o tomate recheado com alheira» e, «sobretudo, a felicidade de um objetivo conseguido». Fala «da criação de um doce típico de Montalegre». A partir de agora, «não há mais desculpa para não termos um doce para ser a “cereja no topo do bolo” das nossas ceias culturais e temáticas». As «rabanadas de pão centeio são, de facto, uma conquista».
«APAIXONADO POR MONTALEGRE»
«Cozinheiro, gastrónomo, epicurista e apaixonado pelas coisas boas da vida em geral e pela cozinha, em particular», assim se auto define, Nuno Diniz, chefe executivo do York House, em Lisboa. Assume-se «apaixonado por Montalegre» e partilhou o prazer que foi «fazer investigação sobre o fumeiro», nas terras de Barroso. No final da iniciativa, mostrou-se «muito satisfeito». A ideia «foi passar a mensagem de que é possível fazer coisas bem feitas, razoavelmente simples, com os produtos locais». A reter que Nuno Diniz não esteve só na demonstração. Com ele trouxe Paulo Matos, Chefe no Hotel Aquapura, situado no Douro. Nessa linha, explicou que «há muito anos que cada vez que sou convidado para qualquer coisa, convido alguém para ir comigo». Isto porque afirmou já ter «exposição mediática que chegue» e «vai sendo altura de fazer aparecer aqueles que não têm as mesmas oportunidades». Neste tipo de encontros faz questão de ter sempre «alguém mais jovem, com o mesmo destaque, que não vem para ajudar, mas sim para fazer a sua própria cozinha».
Conteúdo atualizado em9 de janeiro de 2018às 15:44