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'Toponímia de Barroso' apresentada
15 Julho 2014
A sede do Ecomuseu de Barroso, Montalegre, voltou a encher para assistir a uma apresentação de um livro. A "Toponímia de Barroso", obra do historiador José Dias Baptista, foi dada a conhecer ao público e reflete mais de quatro décadas de estudo e investigação do autor. Orlando Alves, presidente da Câmara Municipal de Montalegre, afirmou que «este era o livro que mais fazia falta ao concelho e a toda a gente».
A "Toponímia de Barroso", resultado de mais de 40 anos de investigação, nasceu da necessidade sentida pelo autor «de corrigir alguns erros» que foi «observando ao longo da vida». Um estudo intenso, «baseado na leitura de documento antigos, na sabedoria popular e na evolução fonética do termo», que foi apresentado no Ecomuseu de Barroso – espaço padre Fontes. Perto de uma centena de pessoas marcou presença em mais uma noite. Orlando Alves, presidente da Câmara Municipal de Montalegre, abriu a sessão. Para o autarca, este livro «é um marco importante no concelho, tal como o autor José Dias Baptista». Ciente do trabalho apresentado, referiu que «este livro, de todos aqueles que já foram editados, é o que mais falta fazia ao Ecomuseu, ao concelho e a toda a gente». Nessa linha, acrescentou que «estão aqui as nossas origens, a nossa ancestralidade e o conteúdo que nos deve encher o espírito para sabermos mais sobre a nossa verdadeira história». Orlando Alves acredita que «este livro vem ajudar a refazer a história, a rebatizar as coisas como devem ser batizadas e está aqui o ponto de partida para corrigir os erros que vemos espalhados por aí». Por sua vez, José Dias Baptista, mostrou-se com a sensação de dever cumprido: «sinto que estão terminados mais de 40 anos de trabalho».
TEM A PALAVRA
David Teixeira
(Vice-Presidente da Câmara Municipal de Montalegre)
«Penso que é um trabalho inédito, um catálogo da nossa toponímia e, sobretudo, uma apresentação do "ser barrosão" com muita investigação. É um cruzamento muito feliz entre a parte científica e histórica com a toponímia alegre, representada na memória do povo. Esta última, muitas vezes não é valorizada, mas se nós nos debruçarmos um pouco percebemos que essa memória oral nos dá a certeza de muitos dados e dúvidas que a história nos apresenta. É um dia muito importante para o Ecomuseu de Barroso porque são estes trabalhos mais científicos que nos dão razões e marcam a evolução da história. É este tipo de estudo que traz a certeza que a memória do povo tem que ser valorizada e nada melhor do que um livro para o fazer».
Fátima Fernandes
(Vereadora da Educação da Câmara Municipal de Montalegre)
«Isto é uma obra de grande relevo. Eu que sou de humanidades, tenho a noção plena do trabalho que aqui está. Quem olha para este livro pode sentir uma certa curiosidade, pode sentir um certo agrado por obter outro conhecimento, mas este conhecimento exige grande atenção e estudo de longo tempo. Vindo do professor José Dias Baptista não me admira. Ele é um apaixonado e um estudioso da nossa terra. Dou-lhe os parabéns sinceros por uma obra desta envergadura. Abranger toda a toponímia do nosso Barroso com esta profundidade, com este afinco, é extraordinário. Esta é uma obra para o futuro, tenho a certeza que vai dar muito que falar. Vamos ter muitos linguistas com opiniões diversas porque há aqui algumas questões diversas. Uma coisa é a origem etimológica dos termos, outra é o uso efetivo do povo. Todavia, o que importa reter é que esta é uma obra que nos enriquece, uma marca muito importante da nossa identidade que aguça o apetite para sabermos mais».
Nuno Rodrigues
(Representante do Ecomuseu de Barroso)
«Foi mais uma apresentação de um livro, de uma grande pessoa, alguém que tem ajudado muito no Ecomuseu e todo o território de Barroso com as suas pesquisas e estudos. A "Toponímia de Barroso" é um livro que tem muitos anos de trabalho e demonstra bem o trabalho e empenho do professor José Dias Baptista. Foi mais uma noite interessante e de cultura no Ecomuseu de Barroso».
Gorete Afonso
(Responsável pela Biblioteca Municipal de Montalegre)
«Temos mais um exemplar que vai estar disponível aos nossos leitores na biblioteca municipal e que, certamente, vai ter bastante pesquisa e muita consulta. É algo que diz respeito à nossa identidade e àquilo que nos carateriza. Foi um serão bem passado, com uma parte pedagógica acentuada. É muito interessante que esta gente mais nova comece a gostar destas temáticas e a ter curiosidade pelas origens. Estamos gratos ao autor por mais este contributo e pelo enriquecimento documental».
Guilherme Pires
(Vice-presidente da Câmara Municipal de Boticas)
«Isto foi tudo no âmbito do Ecomuseu de Barroso, projeto que tem os concelhos de Montalegre e Boticas em fusão. Nesse âmbito foi criado este livro que teve a ajuda dos dois municípios e onde se mostra como uma mais-valia para explorarmos Barroso».
Conteúdo atualizado em9 de janeiro de 2018às 15:44