Tourém | Festa do Pão de Todos
A aldeia de Tourém voltou a unir gerações na Festa do Pão de Todos. A iniciativa voltou a afirmar-se como um momento de celebração da tradição, da cultura e da identidade. Uma festa marcada pelo envolvimento da comunidade, pela hospitalidade das gentes de Tourém e pela valorização do património cultural e gastronómico local. Um encontro entre tradição e partilha, que reforça a importância de manter vivas as memórias e os costumes que definem a identidade barrosã.
Fátima Fernandes, presidente da Câmara Municipal de Montalegre, destacou a importância crescente da iniciativa, sublinhando que é “um evento que merece todo o reconhecimento, não só pela ligação à identidade e à história de Tourém, mas também pela capacidade de unir toda a comunidade”. A autarca salientou ainda o simbolismo do pão de centeio cozido em forno tradicional, feito “por mãos que sabem e que aprenderam ao longo dos tempos”, considerando que esta partilha representa “a melhor metáfora para aquilo que somos e aquilo que é esta terra”. A presidente do município sublinhou ainda o espírito comunitário vivido durante o evento, referindo que esta é “uma celebração da vida” que consegue congregar toda a população da aldeia e atrair visitantes de vários pontos do país, curiosos por conhecer “as nossas raízes” e aquilo que representa o pão na cultura local. Confiante no futuro do evento, acredita que a Festa do Pão de Todos continuará a crescer e a atrair visitantes a Tourém: “quem vem aprende, leva qualquer coisa daqui e também traz alguma coisa da sua identidade e da sua alegria”.
Leonor Vila, presidente da Junta de Freguesia de Tourém, sublinhou a importância da iniciativa na preservação das tradições locais e no reforço da identidade comunitária: “Esta festa também é feita para os nossos, para motivar as pessoas da terra a saírem de casa, conviverem e manterem vivas as tradições. Estamos numa zona de forte ligação à Galiza e os nossos vizinhos galegos acabam até por marcar presença com grande regularidade, o que demonstra a proximidade cultural que sempre existiu”. A autarca reforçou a vontade de consolidar o crescimento do evento de forma equilibrada: “Queremos que a festa continue a crescer, mas sempre de forma sustentável, sem exageros. O importante é termos pessoas suficientes para criar um bom ambiente, promover o convívio e manter viva esta celebração ano após ano”.