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'Vespa das galhas do castanheiro' | Município inicia combate
16 Maio 2018
A Câmara de Montalegre lançou em Rebordelo, freguesia de Morgade, a primeira largada do ano de combate à "Vespa das galhas do castanheiro", praga que tem afetado a produção de castanha. Esta ação, realizada pelo município, tem a colaboração da REFCAST (Associação Portuguesa da Castanha) e da Direção Regional de Agricultura e Pescas do Norte (DRAPN). Nos próximos dias serão realizadas novas largadas, num total de 25. Esta operação irá custar cerca de quatro mil euros.
Como oportunamente noticiamos em 2015, a denominada vespa-das-galhas-do-castanheiro, nome vulgar por que é conhecida a espécie Dryocosmus kuriphilus, originária na China, ganhou implantação no concelho, sendo uma praga que tem prejudicado a cultura do castanheiro, causando a formação de galhas nos gomos e nas folhas. Provoca, deste modo, a diminuição do crescimento dos ramos e impede a frutificação. Em situações de infestações graves, pode conduzir ao declínio e morte dos castanheiros e, por arrasto, a perdas importantes na produção de castanha. Recorde-se que estamos a falar de uma praga, inicialmente detetada na zona de Barcelos, que tem ganho escala e que apresenta uma rápida disseminação.
25 LARGADAS
Rebordelo, freguesia de Morgade, marcou o início de um total de 25 largadas coordenadas pelo técnico municipal, Luís Francisco. A operação consiste em proceder à largada de parasitas que podem eliminar esta praga junto a áreas infestadas. Trata-se dos parasitas Torymus sinensis, insetos que se alimentam das larvas que estão nas árvores e são capazes de as conter. Estes parasitas - utilizados um pouco por todo o Mundo - são considerados como o combate mais eficaz, não causando qualquer impacto em termos ambientais nem na biodiversidade, já que apenas atacam as larvas da vespa do castanheiro, sendo completamente seguros para as abelhas e outros insetos.
INSETO
Por outras palavras, o Dryocosmus kuriphilus Yasumatsu é um inseto que ataca vegetais do género Castanea, induzindo a formação de galhas nos gomos e folhas, provocando a redução do crescimento dos ramos e a frutificação, podendo diminuir drasticamente a produção e a qualidade da castanha e conduzir ao declínio dos castanheiros. O inseto é originário da China tendo iniciado a sua dispersão mundial, primeiro na Ásia (Japão, Coreia e Nepal) e, posteriormente, na América do Norte (Estados Unidos da América) e na Europa, com a primeira deteção referenciada em Itália em 2002 e posteriormente em França, Eslovénia, República Checa, Hungria, Croácia, Espanha e mais recentemente em Portugal continental (Junho/2014) e na Alemanha. Na ilha da Madeira foi também detetado em 2014. A dispersão da praga tem ocorrido de uma forma rápida. O ano passado foi detetada esta doença em Vilar de Perdizes e Rebordelo. No âmbito de um protocolo que o município tinha assinado com a Refcast – BioVespa – foi possível proceder a duas largadas do inseto Torymus sinensis nas localidades supracitadas. A luta biológica é o método mais eficaz de combate à vespa e consiste na largada, como aqui já foi descrito, dos parasitoides Torymus sinensis, insetos que se alimentam das larvas que estão nas árvores.
Sublinhar que tem sido preocupação do município de Montalegre acompanhar, desde a primeira hora, o desenvolvimento desta praga a ponto de já ter realizado sessões de esclarecimento junto da população.
Conteúdo atualizado em9 de janeiro de 2018às 15:44