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XIII Festa do Porco Bísaro em Paredes do Rio
11 Dezembro 2014
Voltou a cumprir-se a tradição na aldeia ecomuseu de Paredes do Rio, concelho de Montalegre, com mais uma "matança do porco" de raça bísara. Uma tradição comunitária que juntou dezenas de curiosos em volta de um evento promovido pela associação local, com o apoio da Câmara Municipal de Montalegre.
A Associação Sócio Cultural de Paredes do Rio promoveu, pelo décimo terceiro ano consecutivo, uma das tradições comunitárias do Barroso. A "matança do porco", de raça bísara, voltou a ser sinónimo de festa para espanto de alguns curiosos e festim para outros que encheram por completo o salão da associação. O presidente da coletividade, José Carlos Moura, falou nestes termos: «a Festa do Porco Bísaro já é uma imagem de marca de Paredes do Rio e do próprio concelho. Uma vez que nos lançamos na produção de porco bísaro faz todo o sentido que esta tradição não caia no esquecimento». Um evento que enche de vaidade quem organiza: «temos todo o orgulho em mostrar aos visitantes e às gentes da terra que ainda sabemos fazer as coisas e realçar na aldeia um grande espírito de grupo». Uma «equipa de trabalho fenomenal», destaca o jovem presidente para de seguida referir: «alegra-me muito ver gente desta terra que está em França, em Lisboa ou no Porto a marcar na sua agenda esta data para estarem presentes e, acima de tudo, participarem. Precisamos da iniciativa das pessoas e vontade de trabalhar e só com este esforço é que se consegue marcar a diferença e demonstrar a todo o país que as nossas tradições, as nossas aldeias e Montalegre ainda estão vivos».
CRIAÇÃO DE UM CENTRO DE DIA
No discurso que proferiu, José Carlos Moura traçou o diagnóstico da associação: «durante o ano temos sete funcionários remunerados e mais de 50 pessoas que vão trabalhando voluntariamente. Esta casa vive do voluntariado. Continuamos a trabalhar a vertente cultural em datas específicas mas a vertente social é trabalhada todos os dias». É com «muito esforço que temos mantido esta casa aberta», esclarece. Uma porta aberta com «cabeça erguida e com muito orgulho». Um espírito que empurra a direção da associação para outros projetos: «há gente com necessidades, gente que precisa de apoio, carinho, gente que precisa de ser acolhida, por isso estamos com um projeto a desenvolver que é criar um Centro de Dia». Um desafio que pede apoios: «necessitamos de fazer o alargamento desta sala onde nos encontramos. Esta sala até nas vertentes culturais é pequena para recebermos tantos amigos e visitantes. Para fazermos o apoio aos nossos velhos será necessário melhorar as infraestruturas. Não estamos aqui para pedir dinheiro! Estamos aqui para pedir o apoio, a boa vontade e que nos descubram uma forma de financiamento para que possamos levar este projeto para a frente e prestar este serviço social que é uma obrigação de todos nós».
«PAREDES DO RIO MARCA PONTOS AO LONGO DO ANO»
Por sua vez, o presidente da Câmara de Montalegre enalteceu o trabalho desenvolvido pela associação local ao longo destes anos: «Paredes do Rio marca pontos ao longo de todo o ano. Pelo menos é uma rota com cinco eventos diferentes. São oportunidades de visitarem esta aldeia ecomuseu com espírito participativo onde aparecem muitos visitantes ao ponto de estas instalações já estarem a ficar exíguas». Orlando Alves reconhece o dinamismo existente nesta aldeia plantada no Parque Nacional da Peneda Gerês (PNPG): «há aqui dinâmica que é muito importante para o quotidiano das nossas populações rurais. Há nesta localidade quem sabe organizar». Um «exemplo que tem que ser seguido pelas restantes populações», destaca o presidente da autarquia. O edil sublinha que «há quem olhe para Paredes do Rio com uma pontinha de inveja e até d a entender que o poder politico está muito virado para estas localidades. A verdade é que estamos onde está a dinâmica e onde há gente a trabalhar para o bem comum. Tem sido um bom exemplo ao longo dos anos e que felizmente já está a ser seguido por outras localidades.
Conteúdo atualizado em9 de janeiro de 2018às 15:44