A fechar mais um dia do programa da XVIII Feira do Livro, decorreu uma tertúlia, ministrada pelo historiador barrosão, José Dias Baptista, que abordou o tema "O último enforcado em Montalegre". A iniciativa juntou-se à inauguração da exposição "Comemorações dos 150 anos da lei da abolição da pena de morte em Portugal (1887-2017)".
TEM A PALAVRA
José Dias Baptista | Historiador
«Foi uma tertúlia muito engraçada, que teve o condão de falar da história do liberalismo, nomeadamente, da morte do "Bagueiro de Codeçoso". Ao mesmo tempo, prestou uma homenagem aos 150 anos da abolição da pena de morte em Portugal. Acabamos por descobrir que Montalegre cumpriu a lei de não enterrar dentro das igrejas antes da "Maria da Fonte". Estou disponível para uma próxima sessão sobre este assunto, reunindo as forças vivas da cultura, a biblioteca municipal de Montalegre e o Ecomuseu de Barroso».
Gorete Afonso | Biblioteca Municipal de Montalegre
«Foi uma tertúlia muito interessante, não só pela forma mas, também, pelo conteúdo. Aliamos uma questão nacional, os 150 anos da abolição da pena de morte, à história local, com o ultimo enforcado em Montalegre. Foi uma lição de história. Foi uma atividade que enriqueceu o nosso certame».
Otelo Rodrigues | Ecomuseu de Barroso
«Como tem sido hábito nos últimos anos, o Ecomuseu de Barroso associa-se à Feira do Livro de Montalegre. O "carvalho da forca" é o nosso monumento relacionado com a pena de morte e, por isso, fez todo o sentido falarmos sobre ele. Esta tertúlia foi um momento cultural simpático e de convívio».