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Montalegre
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UF de Vilar de Perdizes e Meixide

Vilar de Perdizes: A par de Salto e Tourém é das mais cosmopolitas freguesias do concelho, afora Montalegre.

Outra zona barrosã testificadamente habitada desde remotas eras, como se prova numa inventariação sumária dos seus monumentos: as inscrições pré-históricas de Caparinhos (gravuras rupestres de controvérsia leitura); o altar sacrificial da Pena Escrita; as duas aras romanas achadas na abertura da estrada para Meixide e Chaves, uma dedicada ao Deus dos Deuses, Júpiter, e outra dedicada ao Deus local Larouco; e a grande inscrição do Penedo de Rameseiros cuja interpretação não consegue recolher consensos. Tal riqueza arqueológica e tão diversificada não é usual em meios pequenos. Mas a riqueza continua no que sabemos da sua igreja de São Miguel e no Solar, que foi berço de filhos de algo, e junto do qual floresceram o Hospital e a Capela de Santa Cruz, destinados a prestar apoio físico e espiritual aos peregrinos de Santiago de Compostela e do Cristo de Ourense que por ali passavam, vindos dos lados de Chaves Alto Douro, Beiras e Castela.

Desta freguesia desligaram-se as duas vizinhas de Solveira (Santa Eufémia) e Santo André e todas pertenceram, por poucos anos, até á sua extinção, ao concelho de Couto de Ervededo. Modernamente Vilar de Perdizes entra na moda das notícias televisivas por apadrinhar um evento sócio-cultural que é o Congresso de Medicina Popular. Admira que alguns, ditos intelectuais, lancem farpas ao dito como se estivéssemos ainda no século VI, do São Martinho de Dume, a combater pagãos e as heresias dos maniqueístas e arianos… Recusamo-nos a que nos lancem o anátema de pagãos e hereges pelo facto de querermos alcançar, enquanto é tempo, os saberes (no campo da farmacologia, da medicina e das tradições) dos nossos avós! Esperemos que a gente de Vilar continue a acarinhar as ervas com que se fazem mezinhas, defumatórios, infusões e chás que nos debelam as dores do corpo e nos dulcificam as dores do espírito! Estão em fase de conclusão os roteiros arqueológico e do contrabando, que a pé e a cavalo de burros irão permitir a visita aos locais que melhor defendem a identidade de Vilar de Perdizes.

Meixede: Pequena freguesia a nascente do concelho, na cota dos novecentos metros de altitude, domina os outeiros da raia seca com a Galiza na encosta sul do Larouco. Em inexorável agonia mas preserva ainda uma velha jóia: a capelinha da Nossa Senhora da Azinheira que já foi uma das sete senhoras do planalto Barrosão. Até que um dia se possa esclarecer todo o passo histórico, Meixide vai gozando a fama de ter sido berço do herói Diogo Peres, (da “Escaramuça dos Nus”)...o tal que derretendo aos calores do deserto marroquino, foi refrescar-se na ribeira com alguns mais cavaleiros. Surpreendidos por um troço do exército mouro, tomam as espadas e adargas, montam completamente nus os seus cavalos, mas bem vestidos de indomável valentia desbaratam e põem em fuga a cavalaria moura. Uma façanha limpinha protagonizada à moda barrosã.